Viagens e descobertas: cores do Amazonas

Localizada no ponto de encontro do oceano Atlântico com o rio Amazonas, a ilha de Marajó proporciona um espetáculo de cores e fauna exuberante

Silvia Reali e Heitor Reali

No finzinho da tarde, quando o sol serena, é hora de pegar a voadeira e sair para passear | <i>Crédito: Shutterstock
No finzinho da tarde, quando o sol serena, é hora de pegar a voadeira e sair para passear | Crédito: Shutterstock

Exatamente sobre a ilha de Mexiana, no arquipélago de Marajó, no Pará, passa a linha do Equador. Por isso, lá os dias são mais longos, as temperaturas elevadas, as chuvas torrenciais. A natureza intacta garante uma energia muito especial na ilha, que está situada no ponto de encontro do oceano Atlântico com o rio Amazonas, onde se chega depois de 40 minutos a bordo de um avião monomotor, que parte de Belém.
                Vale a pena ir no inverno, quando as chuvas inundam dois terços da superfície de Mexiana. Rios e lagoas transbordam sobre os campos, formando os igarapés, que são caminhos de água dentro da floresta. No finzinho da tarde, quando o sol serena, é hora de pegar a voadeira e sair para passear. Voadeira não é nome de vassoura de um aspirante a bruxo, mas um pequeno barco a motor que navega apenas tocando a superfície da água.
                As cores são fantásticas: o verde das árvores espelha e ondula no verde das águas; o azul do céu junta ao azul do rio; garças-brancas cismam de dormir todas na mesma árvore, alvejando o anoitecer. Deixamos a voadeira depois de ver as mudanças rápidas da paisagem que anunciam o negro silêncio da noite – outro espetáculo.

Como chegar
Terminal Hidroviário de Belém 
Trajeto: Belém - Salvaterra (Porto de Camará)
Quem opera: Arapari Navegação (91) 3242-1870 | 3242-1570

14/02/2017 - 12:53

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