Moradores da periferia criam sistema de transporte

Depois de terem seus bairros vetados pela Uber, moradores da Brasilândia, em São Paulo, criaram a Ubra

Letícia Gerola

Os preços são bastante similares ao Uber, mas os pagamentos são efetuados em dinheiro. | <i>Crédito: Reprodução
Os preços são bastante similares ao Uber, mas os pagamentos são efetuados em dinheiro. | Crédito: Reprodução

"Infelizmente, a Uber não está disponível na sua área no momento", é a mensagem que aparece para milhares de moradores da periferia de São Paulo. Foi dessa necessidade que nasceu, no bairro da Brasilândia, em São Paulo, o Ubra – o serviço de transporte que atende a região e vai a qualquer local que os aplicativos normais costumam se recusar.
  É numa sala, divida por uma placa de madeirite, que funciona o escritório da Ulbra. Fundado pelo tatuador Emerson Lima e o motorista Alvimar da Silva, que por seis meses trabalhou no Uber, quando percebeu a falta que tal serviço fazia no seu bairro. Além do desejo de combater o preconceito, enxergou ali uma oportunidade. Diferentemente da gigante americana, o Ubra possui uma estrutura bastante simples: seis motoristas, um telefone e whatsap. A empresa conta com um efetivo de seis motoristas e deve aumentar nas próximas semanas.
  Os preços são bastante similares ao Uber, mas os pagamentos são efetuados em dinheiro. O Ubra ainda funciona na informalidade, mas os sócios pretendem formalizar o negócio em breve: só na Brasilândia, são 400 mil moradores. 

15/03/2017 - 18:13

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