Bibliotecas livres

Na pequena cidade de Piracaia, a 100 km de São Paulo, esperar pelo transporte público virou um convite para a leitura

Texto: Giuliana Capello

Bibliotecas livres | <i>Crédito: Divulgação
Bibliotecas livres | Crédito: Divulgação
É que desde 2014, o projeto Piracaia na Leitura já instalou 11 minibibliotecas abertas para a população, em pontos de ônibus de bairros urbanos e rurais, além de uma sala de leitura no terminal rodoviário. Cada casinha, feita em parceria com a prefeitura, tem cerca de 100 títulos, em geral, de literatura de diferentes gêneros e para todas as idades, além de livros informativos (de receitas a fotografias e guias). Para não perder o final da história, o leitor pode levar para casa e devolver quando quiser. Dos 20 mil livros doados ao acervo do projeto, metade já foi colocada em circulação, já que as minibibliotecas são renovadas semanalmente. Cerca de dez moradores da cidade são voluntários na iniciativa, que ainda promove encontros mensais de contação de histórias no parque e um festival literário anual. A idealizadora do projeto e doutora em
ciência da informação, Amanda Leal de Oliveira, diz que a ideia é democratizar a leitura. “O projeto quebra aquele paradigma de que no Brasil não se gosta de ler ou de
que nada pode ser feito nos espaços públicos porque não vai dar certo”, afirma, acrescentando que nenhuma minibiblioteca foi vandalizada.

14/07/2017 - 09:00

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