A magia do primeiro banho

Os truques da higiene feita com apuro e, claro, muitos afagos na criança que acaba de chegar podem começar ainda no hospital, com a ajuda de uma parceira especializada nesse comecinho de vida: a enfermeira neonatal

Texto: Bons Fluidos Digital/ Foto: Getty Images

A magia do primeiro banho | <i>Crédito: Image Source/ Getty Images
A magia do primeiro banho | Crédito: Image Source/ Getty Images
Instantes após chegar ao mundo, o bebê é acolhido por mãos preciosas. Ele encontra na figura da enfermeira neonatal a segurança e o carinho de quem está ali, de corpo inteiro, para atender a suas primeiras necessidades. Posteriormente, os pais também aprenderão com ela a dar banho no pequeno e repetir em casa os mesmos cuidados ( veja o quadro ao lado ). Felizmente, de norte a sul do país, há profissionais como Thalita Bridi, enfermeira do Hospital e Maternidade Santa Joana, em São Paulo, há 13 anos. Gente sensível e hábil, capaz de fazer desse aprendizado algo mais do que uma tarefa a cumprir.

No entender de Thalita, a enfermagem tem importância fundamental na assistência do ser humano em todas as fases da vida. A começar pelo pós-parto, momento de extrema suscetibilidade e dependência. Ela conta que o primeiro banho dado por um enfermeiro profissional não visa apenas à higienização pós-nascimento. Na verdade, ali ocorre um minucioso exame físico, por meio do qual se verificam a integridade da pele, os movimentos do recém-nascido, a existência de alterações anatômicas e o padrão respiratório. Avaliam-se também o choro e o tônus muscular. E, se constatado algum desajuste, cabe ao profissional comunicar o caso ao pediatra. 

Por outro lado, se o bebê estiver bem, ficará prontinho para ser encaminhado aos pais. “Esse primeiro banho, muitas vezes, é dado sem a presença da mãe, que ainda se recupera do parto. Já nos seguintes, o trabalho da enfermagem tem suma importância na educação e nas orientações aos pais não só para o primeiro banho em casa como para os demais. Passamos informações técnicas para que essa tarefa possa ser realizada com a maior segurança”, informa Thalita, ela que tanta gratidão inspira em mamães e papais. Todos os dias.

Com afeto, sem mistério

Muito mais do que um momento de higiene, o banho permite uma profunda troca afetiva entre pais e filhos. A delicadeza da limpeza e o olho no olho fortalecem o vínculo com o bebê e dão a ele a certeza de que é amado. Por isso, é tão importante os pais reservarem um tempo para essa atividade e, aconteça o que acontecer, não permitirem ser interrompidos. A regra de ouro é: enquanto estiver dando banho no bebê, faça apenas isso. 

Para ajudar a tornar essa tarefa ainda mais agradável para o pequeno, algumas medidas são bem-vindas: 

• Feche as janelas e portas para que o local escolhido para o banho fique livre de correntes de vento. 

• Separe o material necessário: banheira, sabonete com pH fisiológico, toalha já aberta no trocador para receber o bebê molhado, toalha para envolvê-lo na limpeza do rosto e da cabeça, cotonetes para a higienização do coto umbilical, fralda, roupinha adequada, escova de cabelo. • Retire anéis, relógio, pulseiras ou qualquer adorno que possa machucar.

• Coloque água morna (entre 36°C e 37°C graus) na banheira. A água deve alcançar a altura do umbigo do bebê deitado. 

• Só depois desse preparo, retire a roupinha dele. Com algodão umedecido em água morna, limpe delicadamente os genitais e, posteriormente, envolva o corpinho em uma toalha. Sem ansiedade. Procure manter o contato visual com ele o tempo todo. 

• Lave primeiro o rostinho e a cabeça. Enxágue-os e seque-os em seguida. Daí retire a toalha que envolve o corpinho e coloque o bebê na banheira devagar. Segure-o pela axila, apoiando costas e pescoço. Passe o sabonete com pH fisiológico no tórax, braços, barriga, genitais, pernas e pés. Quando se sentir segura, vire o bebê para lavar as costas e o bumbum. 

• Seque-o e comece a vesti-lo pela peça de cima.Deixe o coto umbilical visível e seque sua base com o cotonete. Coloque a fralda e termine de vesti-lo com toda a suavidade. 

08/05/2015 - 19:00

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Revista Bons Fluidos