Ioga hoje, cérebro saudável amanhã

Praticar ássanas, exercícios respiratórios e meditação com regularidade pode ser uma garantia e tanto de saúde para o cérebro. Um estudo recente dá a pista. Veja os detalhes abaixo

Texto: Nina Campos

Ioga hoje, cérebro saudável amanhã | <i>Crédito: Adamkaz / iStock
Ioga hoje, cérebro saudável amanhã | Crédito: Adamkaz / iStock

Como foi o estudo: pesquisadores fizeram as imagens do cérebro de dois grupos de participantes através de ressonância magnética funcional para verificar se havia diferenças na estrutura cerebral.

O que constataram: imagens do cérebro de mulheres idosas (com mais de 60 anos) que praticam ioga refl etiram uma maior espessura no córtex pré-frontal esquerdo – bem a região associada a funções cognitivas como atenção e memória – do que de mulheres da mesma faixa etária e que não passam nem perto de uma aula desse tipo.

Quem disse: cientistas do Instituto do Cérebro (Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein), da Universidade Federal do ABC e da Harvard Medical School.

Por que a ioga pode ser útil? Quando envelhecemos ocorrem mudanças estruturais e funcionais no cérebro, especialmente a redução da espessura do córtex cerebral esquerdo. Isso
frequentemente leva ao declínio cognitivo, incluindo deficiências na atenção e na memória. A ioga, como qualquer prática contemplativa, tem um componente cognitivo em que a atenção e a concentração são importantes. Isso fortalece o córtex cerebral. “Da mesma maneira que os músculos, o cérebro também se desenvolve com o treinamento”, explica Elisa Kozasa, pesquisadora do InCe/IIEP do Einstein, orientadora do estudo, que recentemente foi publicado na Frontiers in Aging Neuroscience.

Bônus: o melhor de tudo é que o estudo apontou que nunca é tarde para começar. Idosos com declínio cognitivo leve têm também apresentado melhoras de seus sintomas após um breve treinamento em ioga.

10/11/2017 - 09:00

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Revista Bons Fluidos