Tudo se revende

A plataforma OLX está colaborando para prolongar a vida útil de objetos “encostados” mas em ótimo estado. Para a empresa, o lema é: “Enjoou, passe adiante”

Texto: Raphaela de Campos Mello

Andries Oudshoorn | <i>Crédito: Renato Mangolin
Andries Oudshoorn | Crédito: Renato Mangolin
1: Em tempos de crise, as pessoas tendem a repensar o consumo?

Sim. Essa é uma tendência mundial e que está se tornando forte aqui. A retração da economia impulsiona a venda de itens usados, pois faz o consumidor buscar alternativas, pensar diferente. E isso cria a oportunidade de um novo hábito de consumo. De forma simples, as pessoas podem transformar a venda de usados em dinheiro para realizar sonhos e objetivos e também comprar produtos em excelente estado e a preços acessíveis.

2: O Brasil é um mercado potente no ramo de usados?

Uma pesquisa realizada pelo Ibope Conecta mostrou que cerca de 91% dos internautas brasileiros (68 milhões de pessoas) possuem itens sem uso em casa e que 84% deles
(62 milhões de pessoas) demonstraram interesse em vender esses objetos. Detalhe: cada brasileiro tem mais de R$ 4 mil em produtos que poderiam ser vendidos. Para ter uma ideia, ano passado a OLX movimentou R$ 81,9 bilhões, o equivalente a 1,4% do PIB brasileiro.

3: Que lições o comércio de usados tem a nos ensinar?

Todo mundo tem roupa que não usa, livro que já leu, brinquedos antigos do filho. Por meio da compra e venda desses itens, é possível simplificar a vida e economizar. Além disso, a comunidade ganha, já que as transações aproximam as pessoas e geram movimentação financeira local; e o meio ambiente ganha, pois aumenta o ciclo de vida útil de um produto, reduzindo o impacto ambiental do descarte. E tudo isso sem deixar de consumir.

ANDRIES OUDSHOORN, holandês radicado no Rio de Janeiro, é CEO da OLX Brasil. O site de compra e venda de usados veicula meio milhão de anúncios por dia e
realiza em média 2 milhões de vendas por mês – 50 por minuto. Em 2016, os itens mais anunciados foram carros (22 milhões), celulares e telefonia (12 milhões) e móveis (7 milhões).

18/07/2017 - 09:00

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